Neste blog vou deixar os trabalhos que for realizando neste ano de Psicologia B. Aqui podem encontrar powerpoints, resumos e críticas a filmes vistos nas aulas. Circulem pelo menu para encontrarem o que desejam. Sugestões são sempre bem-vindas.
Quarta-feira, 18.11.09

Aqui estão os resumos que o meu grupo de Psicologia fez para a apresentação oral, sobre parte do capítulo dedicado ao cérebro.

Grupo constituído por mim, pela Rita, pela Mafalda e pela Joana. Espero que isto ajude a quem esteja a estudar esta matéria.

 


Especialização e integração sistémica

 

O desenvolvimento da neurofisiologia, das neurociências e das técnicas de imagem cerebral foram importantes na identificação de funções desconhecidas do nosso cérebro, bem como na redistribuição das que já estavam identificadas. Foi também possível descobrir que, na verdade, o cérebro funciona como um todo, apesar de existirem áreas especializadas, pois estas não comprometem o funcionamento integral do cérebro e as suas conexões com outras estruturas.

 

Função Vincariante – função do cérebro que permite que uma tarefa perdida seja recuperada por uma área vizinha da zona lesionada. É graças a esta função que as pessoas que perdem a fala devido a um acidente cerebral acabam por recuperar a capacidade perdida.

 

Concluímos, assim, que o cérebro é um conjunto complexo de elementos em que as componentes especializadas que o constituem são interdependentes, ou seja, funcionam de forma integrada.

 

Auto-organização permanente

 

No decorrer do período de gestação o cérebro atinge 2/3 do seu tamanho em adulto. É a partir de células primitivas, denominadas neuroblastos, que se originam as células nervosas a um ritmo impressionante. Os neurónios dividem-se estabelecendo entre si um número incalculável de ligações – corticalização.

 

Apesar de ter todas as áreas corticais formadas, não quer dizer que o desenvolvimento do cérebro do recém-nascido esteja concluído. Nos primeiros seis meses de vida produzem-se mais modificações na estrutura do córtex do que em qualquer outro período do desenvolvimento.


As capacidades humanas dependem da selecção de boas conexões, que por sua vez dependem das condições do meio.
Os estímulos assimilados conduzem a processos de adaptação que se reflectem na formação do cérebro. O efeito dos genes e dos estímulos do meio actuam no desenvolvimento do cérebro (processo auto-organizado).

Estabilidade e mudança nos circuitos sinápticos

 

A morte de neurónios e a eliminação de muitas sinapses é uma das formas de selecção da rede neuronais. É um processo de selecção em que se anulam as conexões que não são necessárias e se retêm as eficazes.

 

O processo de selecção das redes neuronais está relacionado com o potencial genético característico da espécie que possibilita o desenvolvimento cerebral num dado sentido. Para além do factor aleatório na formação das redes neuronais, estas dependem de factores epigenéticos que decorrem da relação com o meio e que reflectem a história de cada indivíduo.

 

Epigénese é um processo de moldagem ao longo do tempo, que tem inicio depois do nascimento, no qual todas as experiências do sujeito cristalizam-se sob a forma de ligações sinápticas entre neurónios, isto é, os neurónios modificam-se quanto à forma e dimensão em resposta à estimulação ambiental.

 

Como exemplo de epigénese temos os violinistas, que têm a zona do hemisfério esquerdo (que controla a mão direita) que comanda os dedos, mais desenvolvida que as outras pessoas. isto não altera a configuração global do cérebro, se um indivíduo exerce mais especificamente certas actividades, então determinadas zonas do cérebro responsáveis pela realização dessas actividades passam a ter uma importância maior.

 

Lentificação do desenvolvimento cerebral
           

O processo de desenvolvimento cerebral no Homem é muito mais lento que o desenvolvimento do sistema nervoso central de outros mamíferos.
Este carácter embrionário do cérebro torna-se uma vantagem, possibilitando a influência do meio e uma maior capacidade de aprendizagem.
Não existem nenhum cérebro igual a outro, devido às diferentes expressões dos genes e a diferentes experiências de vida. Esta capacidade do cérebro de se modificar com as experiências consiste na sua plasticidade, motor de individualização. Ao contrário do que acontece nas outras espécies o programa genética humano possibilita da variação individual.

Plasticidade e aprendizagem

 

Inicialmente a organização cerebral e o funcionamento do sistema nervoso eram considerados definidos geneticamente, isto é, o homem teria um programa predeterminado que definia a sua estrutura e as funções das várias áreas. O que caracterizava o cérebro era a estabilidade das suas conexões, que eram consideradas imutáveis e considerava-se também que o cérebro era um órgão que atingia o auge da sua capacidade e força ao fim da puberdade e que estaria condenado a degradar-se progressivamente à medida que a idade avançava.

 

Com o avanço da ciência demonstrou-se que o cérebro é um órgão maleável, modificando-se com as experiências, percepções, acções e comportamentos do Homem, ou seja, a relação que o Homem estabelece com o meio produz modificações no sentido de uma adaptação mais eficaz.

 

Foi através da maleabilidade do cérebro que foi possível chegar ao conceito de plasticidade cerebral, a capacidade do cérebro se remodelar em função das experiências do sujeito, em reformular as suas conexões em função das necessidades e dos factores do meio ambiente, permitindo assim uma aprendizagem ao longo da vida.

           

Para comprovar a plasticidade do cérebro foram realizadas investigações com cegos adultos,  as experiências feitas com cegos adultos que começaram a aprender Braille vieram provar a neuroadaptabilidade do cérebro, ou seja, as informações provenientes do dedo que lê Braille activavam também as partes dos córtex visual.

 

Outra prova da plasticidade cerebral é que quando determinadas áreas sofrem lesões que comprometem as suas capacidades, outros neurónios que se encontram nas zonas vizinhas assumem as funções das áreas danificadas.

 É este carácter plástico do cérebro humano que o disponibiliza para a aprendizagem ao longo de toda a vida.

Inteligência Animal - “Os animais são inteligentes?”

 

Durante muito tempo, esta pergunta teve como resposta uma afirmação negativa. O comportamento animal regia-se, então, por instintos inatos e reflexos aprendidos: comportamentos aparentemente inteligentes mais não são do que respostas mecânicas a estímulos com origem nos meios externos e interno.

 

Mas investigações sistemáticas sobre a inteligência animal vieram tornar afirmativa a resposta a esta questão. E assim concluiu-se que a maior parte dos vertebrados têm capacidade para aprender e resolver problemas: a inteligência animal está relacionada com o desenvolvimento do sistema nervoso central, particularmente o tamanho e a complexidade do cérebro.

 

A separação total considerada entre os seres humanos e os animais deixou de fazer sentido pois existem animais, como o macaco, que apresentam alguns processos cognitivos semelhantes aos dos homens e que resolvem problemas recorrendo a estratégias semelhantes às nossas.

A capacidade de adaptação e a forma de resolver problemas manifestam as capacidades do animal.

 

Novas Perspectivas

 

Na década de 60 foi Jane Goodall quem desenvolveu muitas investigações sobre o comportamento dos chimpanzés. Mostrou que estes animais têm um embrião de cultura pois possuem a capacidade de transmitir as suas descobertas aos seus descendentes vizinhos – cultura transmitida de geração em geração.

 

Diferentes grupos de chimpanzés desenvolvem formas distintas de resolver problemas semelhantes. As variações de comportamento não eram devidas às características geográficas ou ecológicas mas sim a uma alternância de tipo cultural transmitida de geração em geração.

 

 

Para quem preferir em documento word, aqui está o link para download.


E o nosso powerpoint:

sinto-me:
música: 'alone'
publicado por Babs às 19:48 | link do post | comentar | favorito
Matilde :) a 18 de Novembro de 2009 às 21:28
Bom resumo! E bastante últil, claro.
Continua assim.
Beijinhos!
Babs a 19 de Novembro de 2009 às 22:57
Obrigada, Matilde. Sempre às ordens, por aqui.
Depois vou pôr também o resumo de uma parte da matéria da Genética.
Boa sorte para o teste de amanhã.
mari a 8 de Dezembro de 2009 às 20:19
excelente resumo!
tenho o meu teste de psicologia amanhã e só me faltava perceber bem a Plasticidade e Aprendizagem, logo, obrigado!
;D
Babs a 13 de Dezembro de 2009 às 11:27
Sempre às ordens, é sempre bom saber que isto é útil para alguém.
Margarida a 13 de Dezembro de 2009 às 18:34
Muito util mesmo =)
Francisco a 28 de Outubro de 2010 às 17:08
Se nao fosse o teu resumo bem que estava tramado :D
Babs a 31 de Outubro de 2010 às 10:51
ahah, é sempre bom ser útil :)
Cátia a 6 de Novembro de 2010 às 18:52
Muito bom :D
Já me safaste para o teste :p
A autora
Babs, 12º B
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"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Leonardo da Vinci
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